João 13:21-30 João 13:21
Este deve ter sido um momento terrível para Jesus - ter de sentar-se à mesa com o discípulo que, horas depois, no jardim do Getsemani, O entregaria aos Seus inimigos com um beijo e uma saudação hipócrita "eu te saúdo, Rabi" (Mateus 26:49).
Mas Jesus amava tanto a Judas e queria tanto que ele não se afundasse em seus pecados que fez várias tentativas para salvar aquele homem, despertando aquela consciência - "um de vós me há de trair... aquele que mete comigo a mão no prato... é aquele a quem eu der o bocado molhado... deu o bocado molhado a Judas... o que fazes, fá-lo depressa... com um beijo trais o Filho do homem?"
Que grande amor de Jesus! Sabendo que era ele o que havia de O trair, não deixou de amá-lo, fazendo todas as tentativas para o despertar para a realidade! Como Jerusalém, por quem Jesus chorou, Judas também não conheceu o tempo das suas oportunidades.
Como fez com Judas, Jesus está a fazer o mesmo por ti, tentando despertar o teu coração para a verdade. Vais ouvir Jesus e aceitar os Seus santos caminhos ou continuar na senda que te levará ao inferno, como Judas? Quando acordares lá (Lucas 16:22-23) será demasiadamente tarde. Não terás mais oportunidades e ninguém te arrancará das garras de Satanás.
Jesus ama-te, como amava Judas, e quer salvar-te agora, enquanto é tempo. Pára, escuta as palavras de amor de Jesus e aceita-O como teu único e verdadeiro Salvador. Será que és insensível como Judas? Será que amas mais o dinheiro que a Jesus? Se não fores sábio e coerente com a voz da tua consciência, virás a acordar no inferno, sem dinheiro, sem fama, sem irmãos, mas perdido para sempre.
Tito 1:13-16 Tito 1:15
A todos os homens foi dada uma consciência, intuição natural do bem e do mal. Isto está bem demonstrado no episódio da "queda", quando o homem, tendo desobedecido a Deus, comendo do fruto proibido, logo viu que estava nu e coseu para si aventais de folhas de figueira (Génesis 3:6-7), como se isso pudesse encobrir a sua desobediência ao Senhor.
Sem dúvida que todos nós temos consciência (convicção) dos nossos pecados e iniquidades. Que estamos fazendo com eles? Procuramos cobri-los com toscos aventais, que mais descobrem do que encobrem, ou, humildemente, vamos a Deus confessar nossas culpas e pedir o Seu perdão? Adão e Eva, com suas consciências carregadas, impuras, preferiram esconder-se de Deus entre as folhagens do jardim.
Aos homens foi dada uma consciência para distinguirem entre o bem e o mal. Se a nossa consciência nos acusa, e todos nós somos transgressores da lei e pecadores aos olhos de Deus, não nos escondamos d'Ele, porque, a seu tempo, o nosso pecado nos achará (Números 32:23). Cheguemo-nos a Deus, confessemos e abandonemos os nossos pecados e Ele nos receberá e galardoará. Não fiquemos com a consciência pesada, como Herodes, que mandou matar João Baptista, no cárcere, e depois a sua consciência condenatória não mais o deixou em paz.
Para os contaminados com a lepra do pecado, nada é puro; tudo é impuro e condenatório. Só Deus tem o poder de limpar as nossas consciências, desde que Lhe confessemos os nossos pecados e culpas. Então, com uma consciência purificada e santificada, tenhamos a ousadia de entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou... cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência (Hebreus 10:19-22).
João 5:24-30 João 5:24
Conheci um irmão, chamado António Gonçalves, que gostava muito de gastar os fins de semana a fazer colportagem e, não raras vezes, juntava ao seu redor grupos de pessoas a quem expunha o plano da salvação. Um dia, o grupo era de jovens irreverentes e ousados.
Um dois jovens, querendo ridicularizar o tema, que era a vida eterna, conforme o texto em epígrafe, perguntou ao servo do Senhor: - Olhe lá, amigo, quanto falta para o paraíso?
Depois da risada de chacota baixar de tom, o nosso irmão, com voz muito calma e não se dando por achado, nem provocado, disse: - olhe, meu amigo, o paraíso está apenas a um passo daqui. Não gostaria de dar esse passo agora? - Não disse nada mais, mas aquelas palavras simples, e a maneira como foram ditas, calaram no coração do jovem e martelaram de tal maneira na sua cabeça que não mais teve descanso enquanto não foi a uma igreja evangélica e não aceitou Cristo como seu Salvador.
Tu, que lês este simples devocional, não gostarias também de, neste momento, crer em Jesus e passar da morte para a vida? É só um passo. É só crer em Jesus como teu único e suficiente Salvador. Não custa nada. Eu não posso dar esse passo por ti, mas tu podes ser salvo agora.
"Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus", pois "o salário do pecado é a morte", mas um único passo te separa da vida eterna. Crê e serás salvo. Crê e terás paz no teu coração.
Esta é a mensagem que tu precisas - "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida eterna" (João 5:24).
II Coríntios 11:1-4 II Coríntios 11:4
Não há outro Evangelho que vos ilumine, nem outro Jesus que vos salve dos vossos pecados, que não o Filho do Deus Altíssimo, que no-lo deu para nossa salvação.
João 15:1-7 João 15:6
Quando era estudante, um grupo de alunos da minha escola programou uma viagem de evangelização à Beira Alta. Apanharíamos o comboio em Pombal e seguiríamos até Mortágua, onde principiaríamos o nosso trabalho de colportagem e distribuição de folhetos.
Subimos para a última carruagem do comboio que nos indicaram e ficámos à espera que o mesmo avançasse. Depois de muito esperarmos, verificámos que aquela carruagem não estava acoplada ao comboio e, por isso, não saiu do mesmo lugar. Foi uma desilusão. Tempo, dinheiro perdido, porque não estávamos conectados.
Isto significa o mesmo de "não estar em Cristo". Estamos desconectados, sem ligação à fonte do poder e da salvação. O próprio Mestre disse: se alguém não estiver em Mim, será lançado fora, como a vara, e secará para ser lançado no fogo.
Como nós naquela altura, até nos parece que estamos no caminho certo, mas a verdade é que não há ligação entre o "vagão e o comboio". Somos crentes sem rumo, sem certezas, sem poder, não ligados à videira verdadeira, secando e preparando-nos para sermos lançados no fogo e arder. Tudo parece bem, mas falta a ligação - Jesus, o novo nascimento, a vide nova que vem da videira verdadeira.
A pergunta que se nos afigura é esta: - estamos ou não em Cristo? Fomos ou não feitos nova criação pela conexão com o Espírito Santo de Deus? Estamos ou não salvos? O comboio da nossa vida vai andar a caminho do céu ou fica parado, sem vida, nem objectivos? Noutras palavras, sou um salvo por Jesus ou um mero frequentador de igreja? Tenho um relacionamento vivo com o Filho de Deus ou sou apenas um religioso? Se Jesus viesse hoje, eu iria com Ele ou ficaria no "vagão da maldição"?
Eu sou de Jesus, aleluia!
De Cristo Jesus, meu Senhor!
Não quero falhar, mas quero falar,
Andar e viver com Jesus.
Mateus 27:22-31 Mateus 27:31
Desde o Seu nascimento, na humilde estrebaria de Belém, que Jesus se sujeitou às maiores humilhações e sofrimentos, que culminaram com os escárnios, bofetadas, ridículo, coroa de espinhos, até à Sua exposição na humilhante cruz, no monte do Calvário.
Tudo isto Ele enfrentou e sofreu, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, para tornar possível a nossa salvação e o nosso gozo eternos. Traição, humilhação, ridículo, dor e morte - tudo isto por ti e por mim!
Cuidado, porque o inimigo não parou a sua carreira de fazer mal, com a morte de Jesus na cruz. Agora, ele exerce esse ministério de fazer sofrer na pessoa dos salvos que ainda estão na terra. Não esperemos compreensão de Satanás, nem do mundo dominado por ele. Ele está activo na sua arte de fazer mal e fazer sofrer.
Não desanimemos perante essas tribulações, antes, tenhamos bom ânimo, confiemos em Jesus, que não nos deixará provar acima daquilo que podemos suportar (I Coríntios 10:13). Talvez nos tente com doenças incuráveis, com problemas familiares, com falta de emprego e pão; talvez mesmo com a morte de algum ente querido. Saibamos e tenhamos consciência disso. Ele está connosco todos os dias; Ele está no controlo de todas as coisas, como no caso de Job. Nada acontece sem a Sua permissão, e esta tem limites. Jesus não é indiferente às nossas dores, antes, é força, é bálsamo, é solução única para todos os nossos problemas.
Provemo-lo, vejamos por nós próprios que Ele é fiel e que não pode negar-se a Si mesmo. Ele só quer que nós lutemos com fé, pelo prazer de maior vitória. Um dia Jesus trocará a nossa coroa de sofrimentos por uma tiara de quatro andares:
Salmo 23 Salmo 23:1
Ao contrário do que afirma David, acerca daqueles que são ovelhas do aprisco do Senhor - "o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará" - neste confuso e desordenado mundo, onde não está Jesus, falta tudo o que é bom.
Falta o pão, falta a paz, a concórdia, o emprego, o amor, falta a fidelidade conjugal, falta o respeito dos pais pelos filhos e dos filhos pelos pais, falta o espírito de serviço e de abnegação, etc, etc. Falta tudo, porque falta Deus na vida dos homens.
Como o mundo seria diferente se Cristo habitasse no coração de cada homem! Nós nos amaríamos uns aos outros e, assim, seríamos conhecidos como Suas ovelhas, Seus seguidores e nada nos faltaria. Teríamos alimento, segurança, protecção, ajuda nas horas de aflição e, no fim, "habitaríamos na casa do Senhor por longos dias".
É preciso seguir Jesus, ouvir as Suas ordens e obedecer ao Seu querer, fazer a Sua vontade, sem lapsos, para que a palavra NADA tenha significado absoluto. Nada nos faltará no sentido físico, moral e espiritual. Teremos sempre ajuda e orientação espiritual em todas as circunstâncias.
Já ouviste a voz do Bom Pastor? Já O segues de alma e coração? Já conheces a Sua voz e fazes a Sua vontade, ou ainda estás seguindo a estranhos?
Hoje, Ele diz-te: "Vinde a Mim todos que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas" (Mateus 11:18-29), porque NADA VOS FALTARÁ!
Génesis 7:11-16 Génesis 7:16
Não deveria ser uma situação confortável para Noé, sua esposa e seus três filhos ficarem encerrados numa arca, estanque, com tantos e tão diversos animais. Deveria ter sido um convívio difícil, contudo foi a solução para que não morressem todos nas águas do dilúvio.
Deus viu que a situação moral era tão má (Génesis 6:5) que nada havia a fazer, senão acabar com o homem, deixando uma família para, por ela, desenvolver um eterno e perfeito plano para uma tão grande salvação. Julgou o mundo de então com o dilúvio, preservando Noé e sua família, porque Noé creu em Deus e O servia de coração, procurando a justiça (II Pedro 2:5). Deus é clemente, mas não perdoou aos anjos revoltosos, antes os lançou no (tartarós) inferno, em cadeias de escuridão, não perdoou ao mundo antigo, rebelado contra o Senhor, nem ainda perdoou aos habitantes de Sodoma e Gomorra, mas salvou Noé e sua família, porque esperaram e creram na graça de Deus.
Noé queria abandonar os maus caminhos dos seus contemponâneos. Creu e obedeceu à orientação de Deus e, por isso, foi salvo pela arca que construiu, em obediência às ordens do Senhor, que ele não via, mas em quem cria de coração.
Em todo o tempo que durou a construção da arca, Noé sujeitou-se a críticas, ridículos, brincadeiras humilhantes, mas nunca desistiu, até que a mesma ficou pronta e ele pode entrar nela com sua família e os animais que Deus queria preservar.
Isto não é uma lenda, mas é algo de que falam muitos povos antigos e cujas provas arqueológicas autenticam e que a Palavra de Deus preservou até aos nossos dias.
A arca de Noé é um protótipo de Cristo, por cujo abrigo e cobertura podemos ser salvos dos nossos pecados. A arca não permitiu que Noé e os seus morressem nas águas do dilúvio. Jesus, por Sua morte na cruz, não permite que morramos afundados nos nossos pecados. Basta que, como Noé creu e esperou em Deus, nós creiamos e esperemos só em Jesus e na Sua eficácia de salvar.
Será que a situação de injustiça social, moral e espiritual dos nossos dias é melhor do que nos tempos de Noé ou de Sodoma e Gomorra? Olhemos à nossa volta e vejamos a brutalidade dos homens, a espoliação de bens, a dissipação dos valores morais e espirituais e concluiremos que não é melhor e que o julgamento desta situação, por Deus, está por um fio. Quanto tempo? Anos, meses, dias? Não sabemos.
Sabemos, contudo, que o juízo de Deus está próximo e que o único caminho, a única barca de salvação para os nossos dias é Jesus, o Filho de Deus, porque "nenhum outro nome há dado, debaixo dos céus, pelo qual possamos ser salvos". Só Jesus salva, hoje, como só a arca de Noé foi refúgio naquela altura.
Marcos 4:14-20 Marcos 4:20
A parábola do semeador é uma das mais conhecidas ilustrações dadas por Jesus no Seu ministério de ensino. Nesta parábola há diversos itens a considerar - o semeador, a semente (a palavra de Deus), os diversos tipos de terra, a quantidade de fruto produzido.
Neste pequeno devocional, sem querer descorar o valor a qualquer dos tópicos (pois todos eles são muito importantes para a boa compreensão da parábola), gostaria de pensar sobre os diversos tipos de terra em que a semente caiu e, simultaneamente, interrogar-me sobre o tipo de solo que eu sou. Terra que produz a cem por cento, a sessenta, a trinta, ou terra estéril?
O terreno onde cai a semente é o tipo de pessoas que é semeado pelo semeador. Há a terra seca e dura do caminho. A semente, embora boa, nem tem condições para germinar e crescer, nem tempo, pois logo vêm os "corvos" e a devoram rapidamente; há a terra que, não tendo sido preparada, nem tiradas as duras pedras, deixa que nos seus interstícios a semente germine e cresça um pouco, mas logo seca e desaparece; há a terra que está cheia de ervas daninhas e espinhos que, crescendo, abafam e matam a semente. Jesus ensinou que essas ervas daninhas e espinhos são os cuidados desta vida, a que, erradamente, damos prioridade, tais como as ambições desmedidas, os enganos, os trabalhos, as riquezas. É preciso preparar o terreno com antecipação para que a sementeira resulte.
Finalmente, Jesus fala da terra preparada para receber a semente que, caindo nos nossos corações, germina, cresce, floresce e amadurece em quantidades de percentagens diferentes. Nem todos temos os mesmos dons, mas, se produzirmos para o Senhor, nisso Ele é glorificado. Usemos convenientemente os nossos dons para que a produção, abençoada com a chuva dos céus, seja maior, atingindo até os cem por cento.
Só um tipo de terreno dá fruto, embora em percentagem diferente. Mas isso sempre glorifica o Nome do Senhor.
Que tipo de solo somos nós? Seco, pedregoso, espinhoso ou preparado para receber a Semente da Palavra?
Josué 23:1-8 Josué 23:6
Josué estava no fim da sua carreira e ainda havia muita terra para possuir. Para que esse objectivo se tornasse real era preciso que o povo não desanimasse, nem se desviasse para os maus caminhos, antes se esforçasse muito para cumprir tudo o que está escrito na Lei do Senhor.
Josué falou aos líderes e ao povo de Israel; todos estavam convocados para guardar os santos mandamentos do Senhor, pois só assim conseguiriam atingir os objectivos propostos de expulsar os povos idólatras da terra e nela se instalarem em plena segurança. Josué diz aos líderes e ao povo tudo quanto o Senhor tinha ordenado a ele. Com Josué tinham sido vencedores; sem Josué seriam vencedores, se continuassem nos caminhos do Senhor, observando Suas santas leis.
Para nós, hoje, também é assim. Ou estamos com o Senhor e somos vitoriosos, ou abandonamos os caminhos da Sua Lei e, antecipadamente, já estamos derrotados. O Evangelho não é ultrapassado nos seus ensinos; ele é actual e para os nossos dias.
Cuidado com a "comichão nos ouvidos", com os novos evangelhos, que nada têm a ver com o Evangelho; são permissivos à devassidão, ao abandono da leitura da Bíblia, à idolatria simulada, à salvação sem a Obra redentora de Jesus, à adoração de um Jesus que é apenas um simulacro do Filho de Deus, etc., etc.
Isso não é Evangelho. É outro evangelho, espúrio, amalgamado, venenoso e com o cunho do pai da mentira. Agarremo-nos às verdades do Evangelho de Cristo e às santas doutrinas da Bíblia, que é a Palavra de Deus, viva e eficaz, mais penetrante que espada alguma de dois gumes, que penetra toda a nossa vida. Ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. Ela é rocha segura, que nunca será abalada.
Lembremo-nos que não é por sermos muitos que somos verdadeiros e que estamos no caminho da vida!" Larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são aqueles que andam por ele, mas estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida e são poucos os que o encontram" (Mateus 7:13-14).
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